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26 de março de 2026

Nota – Privatização de Unidades de Saúde

O CRO-MS manifesta preocupação diante do anúncio da Prefeitura de Campo Grande sobre a possibilidade de gestão de unidades de saúde pública por meio de Organizações Sociais (OS).

O Conselho, que tem como uma das missões a defesa da saúde da população e o fortalecimento da qualidade dos serviços ofertados no sistema público, entende que qualquer alteração estrutural na gestão da saúde deve ser amplamente debatida com a sociedade e com os diversos atores envolvidos. O CRO-MS acredita que esse modelo deve ser muito bem avaliado, tendo em vista que outros locais que adotaram não tiveram sucesso, ao enfrentar os desafios da saúde pública.

O Conselho destaca que acompanha com atenção o debate já iniciado em outras instâncias. O Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande, presidido pelo cirurgião-dentista Jader Vasconcelos, manifestou contrário à proposta. Em deliberação conjunta, que reuniu gestores, trabalhadores da saúde e usuários do sistema público, foi apontado que “a privatização não resolve os problemas estruturais da saúde pública, como a falta de leitos e de infraestrutura adequada”.

Para o CRO-MS, é fundamental que a discussão seja conduzida de forma técnica, participativa e transparente, garantindo que qualquer mudança tenha como prioridade a ampliação do acesso, a melhoria da qualidade do atendimento e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e que uma possível “privatização” não precarize o sistema público, onde a empresa vise lucro em cima dos usuários.

O CRO-MS seguirá acompanhando de perto as discussões, contribuindo institucionalmente para que a solução adotada represente, de fato, avanços concretos na assistência à saúde.

Durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Campo Grande, realizada nesta quinta-feira (26 de março), servidores da saúde também se manifestaram sobre o tema. Na ocasião, o Conselho Municipal de Saúde dialogou com a presidência da Casa Legislativa e ficou agendada uma audiência pública para o dia 9 de abril, às 14h, com o objetivo de aprofundar o debate.

O CRO-MS reforça a importância da participação de toda a sociedade — usuários, profissionais de saúde e gestores — nesse processo, para que se construa, de forma coletiva, a melhor solução para a saúde pública de Campo Grande.